Gauchão 2023

“É o tipo de jogo que vai formatando uma equipe”, diz RZ sobre Brasil x Inter

Após sofrer com desfalques, treinador agora tem opções de sobra para montar o Xavante que enfrentará o Colorado às 20h30min deste sábado

Foto: Jonathan Silva - Como de costume, treinador rubro-negro não deu nenhuma pista a respeito do planejamento tático para o confronto

Por Gustavo Pereira
gustavo.pereira@diariopopular.com.br

A proximidade entre os primeiros sete jogos do Gauchão 2023 reduz o período de treinos e aumenta o desgaste físico. Mas se contra o Novo Hamburgo o Brasil teve cinco desfalques, diante do Internacional o cenário é diferente. Para a partida das 20h30min deste sábado (11), no Bento Freitas, o técnico Rogério Zimmermann contará com mais alternativas do que em qualquer outro compromisso do Estadual. Na coletiva de véspera, ele falou sobre esse e vários outros temas.

“É reunir forças, descansar bem, trabalhar mais em termos de vídeo do que de treinamento”, resumiu o comandante rubro-negro. RZ avaliou o duelo da sétima rodada como um confronto capaz de preparar o time para a sequência da temporada – fez até um paralelo com o ano de 2015, por exemplo, quando o Xavante encarou duas vezes o Flamengo, além da dupla Gre-Nal, meses de antes de subir para a Série B.

“O que eu gosto desse tipo de jogo é que é o jogo que a gente gostaria de jogar sempre. Esse é o confronto que me interessa. Porque é muito difícil, te exige muito taticamente, precisa de entrega, do apoio do torcedor. Mas é o tipo de jogo que vai formatando uma equipe. Nós temos uma equipe muito nova em termos de tempo de trabalho”, disse.

O técnico abordou, também, pontos como a necessidade de concentração defensivo contra o Inter e o impacto de a equipe ter atuado com dois jogadores a menos diante do São José, devido às expulsões. Zimmermann elogiou o árbitro escalado para a partida deste sábado, Wagner Echevarria, o mesmo que dirigiu Grêmio 1 x 0 Brasil, há pouco mais de duas semanas.

Sobre o time, o tradicional mistério

Na manhã desta sexta, no Salão de Honra do Bento Freitas, Rogério falou por quase 50 minutos com a imprensa. A reportagem do DP até tentou extrair do treinador uma informação mais concreta sobre o planejamento estratégico para o sábado. O treinador, como de costume, não entrou em detalhes – mas respondeu.

“Não posso aprofundar muito na parte tática. Gostaria. Inclusive se o Márcio [Jonatan] vai voltar ou não, não vou responder. Hoje retornaram vários jogadores. Posso voltar a uma formação um pouco diferente do que foi feito. Tem a questão do Patrick também, que joga por ali. Tenho mais opções. Ainda não pensei. A gente tem mais um treino”, afirmou, antes de comandar a última atividade prévia ao jogo.

Questionado a respeito da força do Internacional pelos lados, com Bustos e Wanderson, principalmente, o técnico xavante disse: “Sempre vejo que são confrontos, lateral e atacante de lado. São duelos. Obviamente quem tem a bola determina o posicionamento do adversário. Se o adversário tem a bola e o lateral se projeta, nosso atacante vai ter que fazer alguma compensação. Se nós temos a bola e o atacante abre, ou vai para dentro armar, o lateral tem que observar.”

Com os retornos de Chicão, Guilherme Nunes, Denis Germano e Márcio Jonatan, que estavam suspensos, a provável escalação tem Marcelo Pitol; Chicão, João Marcus, Rafael Dumas e Rennan Siqueira; Amaral, Guilherme Nunes; Rone, Denis Germano (ou Luiz Felipe) e Márcio Jonatan (ou Patrick ou Guilherme Beléa); Da Silva.

O ataque precisa melhorar

Rogério acha cedo para ser definitivo com estatísticas. O Brasil tem, ao lado de Aimoré e Esportivo, o pior ataque do Gauchão, com apenas dois gols marcados em seis rodadas. Ainda assim, o técnico não fugiu do assunto e comentou a possibilidade de melhorar o quanto antes.

“Nosso sistema defensivo, no geral, foi bem. É certo que o nosso sistema ofensivo, embora esteja melhorando, ainda está insuficiente para termos mais chances de gol e convertermos isso”, falou, antes de complementar, após ser perguntado sobre o momento instável do Colorado: “Também estou pressionado, porque quero fazer o Brasil jogar melhor do que as últimas atuações”.

A respeito do centroavante Da Silva ainda não ter feito gol, Zimmermann diz não se preocupar. Do ponto de vista ofensivo, as bolas paradas também foram tema da coletiva. RZ afirmou tratar esse tipo de lance como importante dentro do padrão dos jogos do Estadual, marcados, segundo ele, por “muito confronto”.

“Se cria muitas faltas, muitos escanteios, muitas faltas laterais. Se é uma coisa que você sabe que vai ocorrer, não preciso dizer [aos jogadores]. Então, se você tem certeza sobre isso, se treina. Só que não vou treinar 50 bolas paradas. Vou treinar quatro, cinco. Mas com grau de atenção muito alto. Não é a quantidade que me interessa, mas a qualidade. Depende de quem bate, de quem ataca a bola. O último jogo é o treino do seguinte. Você faz um pequeno ajuste de acordo com a característica do adversário”, discorreu.

Um apontamento sobre a competição

Durante a entrevista, chamou atenção o comentário do treinador rubro-negro a respeito do Gauchão. Sob a ótica de Rogério, é necessário rever a fórmula de disputa do campeonato. Ele citou a frequência intensa de partidas no início, além, por exemplo, dos gastos altos para manter a delegação fora de sua cidade por dias consecutivos – caso do Brasil desde a saída de Pelotas para enfrentar São José e Novo Hamburgo.

“São sete partidas uma atrás da outra. Infelizmente, erros de arbitragem. A gente está vendo gols de impedimento. Daqui a pouco uma equipe sofrendo pênalti que não é pênalti. Expulsões que não é para expulsar, como foi nosso caso. Acho que não vai ter como fugir do VAR desde o início”, exemplificou Zimmermann, ao mencionar também o nível de alguns gramados – inclusive o do Bento Freitas.

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